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Gimnospermas

  • Nikoguru
  • por em 22 de abril de 2021

As gimnospermas são vegetais terrestres que possuem sementes, mas não produzem frutos. O nome desse grupo deriva das palavras gregas gymmos (nu) e sperma (semente), ou seja, significa semente nua. Isso porque, as sementes das gimnospermas não encontram-se no interior dos frutos, ficando expostas ou nuas. Alguns exemplos: as araucárias, cedros, pinheiros e sequoias.

Normalmente, essas plantas adaptam-se melhor em climas temperados. Acredita-se que existam cerca de 750 espécies de gimnospermas.

Grupos das Gimnospermas

  • Pinophyta (coníferas) — aqui estão as árvores do gênero Pinus, como pinheiros, sequoias, cedros, ciprestes e araucárias;
  • Cycadophyta (cicadáceas) — plantas como as palmeiras, a exemplo da palmeira sagu, do açaí e do butiá;
  • Ginkgophyta (ginkgo) — a maior parte dessas plantas já está extinta e o único representante vivo é a Ginkgo Biloba;
  • Gnetophyta (gnetófitas) — geralmente são trepadeiras ou lianas de ambiente tropical; um exemplo bem estranho e interessante é a Welwitschia, planta conhecida como polvo do deserto, que só existe no Deserto do Namibe, em Angola.
Welwitschia no Deserto do Namibe.

Características das Gimnospermas

As plantas gimnospermas possuem raiz, caule, folhas e sementes. Não existem flores e frutos. Apresentam, ainda, vasos condutores, xilema e floema.

O desenvolvimento das sementes e do grão de pólen foi a grande conquista evolutiva das gimnospermas. Esse fato fez com que as plantas dominassem definitivamente o ambiente terrestre, pois ficaram independentes da água para a fecundação.

Floresta de Araucárias no Chile.

Esse grupo de plantas pode ser encontrado em vários tipos de ambientes. Um exemplo é o pinheiro-do-paraná ou araucária, que pode ser encontrado na Mata das Araucárias, no Sul do Brasil.

Estrutura Reprodutiva

A estrutura reprodutiva das gimnospermas é o estróbilo, também conhecido como cone, daí a denominação conífera para as gimnospermas.

Os estróbilos são formados por folhas modificadas que se agrupam e formam essa estrutura. Essas folhas são férteis e não realizam fotossíntese.

Os estróbilos podem ser masculinos ou femininos. Isso permite que as gimnospermas possam ser monóicas ou dióicas. Quando monóicas possuem estróbilos masculinos e femininos. Quando dióicas possuem apenas um dos tipos de estróbilo.

Estróbilo ou cone das gimnospermas.

Os estróbilos masculinos, também chamados de microstróbilos, são pequenos. Em seu interior são produzidos os esporos masculinos (micrósporos), através dos microsporângios.

Os estróbilos femininos, também chamados de megastróbilos, são maiores conhecidos popularmente como pinhas. Eles produzem os esporos femininos (megásporos), através dos megasporângios.

Ciclo de Vida

Para compreender o ciclo de vida das gimnospermas, vamos considerar o exemplo de um pinheiro, um representante típico desse grupo. No momento da reprodução, as folhas modificam-se e originam os estróbilos masculinos (microstróbilos) e estróbilos femininos (megastróbilo). Importante: algumas espécies podem ter estróbilos masculinos ou femininos, são dióicas.

Nos megastróbilos são produzidos, por meiose, os megásporos. Eles ficam retidos nos megasporângios, onde desenvolvem-se no interior do óvulo e originam o gametófito feminino. A partir do gametófito feminino surgem dois ou mais arquegônios, em cada um diferencia-se uma oosfera, o gameta feminino.

Nos microstróbilos, os microsporângios produzem, por meiose, os micrósporos. Desses micrósporos surgem os grãos de pólen, também chamados de gametófitos masculinos. Eles ficam armazenados no microstróbilo até serem liberados no ar.

Nesse momento, ocorre a polinização realizada pelo vento (anemofílica). Os grãos de pólen viajam pelo ar até encontrar a abertura do óvulo. Quando isso ocorre, eles germinam e originam o tubo polínico que cresce e alcança o arquegônio. Isso possibilita que os gametas masculinos fecundem a oosfera e originem o zigoto.

Desse processo surge o pinhão, que é a semente, ou seja, o portador do óvulo fecundado, o embrião.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.