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Tudo sobre minhocas e sanguessugas: eis o Filo Annelida

  • por em 2 de julho de 2021

O Filo Annelida é composto por animais de corpo vermiforme, alongados, cilíndricos e divididos em anéis.

Classes dos Anelídeos 

O filo dos anelídeos pode ser dividido em três principais classes, os Oligoquetos  (que apresentam poucas cerdas) representados pelas minhocas e minhocuçus terrestres,  os Poliquetos (que apresentam muitas cerdas), representados pelas nereides aquáticas e os  Aquetos (que não apresentam cerdas), como as sanguessugas, ectoparasitos, organismos  capazes de se alimentar do sangue de um hospedeiro, conseguem se fixar e se movimentar  na pele do hospedeiro a partir da fixação de uma ventosa oral e uma ventosa anal.  

Nereides Aquáticas (Poliquetos) e Sanguessugas (Aquetos) – classes menos conhecidas dos anelídeos.

As cerdas presentes nos corpos dos Poliquetos e Oligoquetos tem estrutura  quitinosa, compostas por um oligossacarídeo, essas cerdas tem importante função na  locomoção desses animais, apesar de não serem articuladas, podem se prender ao solo e  ancorar o animal, quando há o movimento muscular longitudinal o animal consegue se  deslocar.  

Características dos Anelídeos

São animais triblásticos, presença dos três folhetos embrionários (ectoderme, endoderme e mesoderme), celomados (cavidade celomática envolta por mesoderme), protostômios (o blastóporo origina o ânus desses animais), com simetria bilateral e corpos segmentados em anéis, ou metamerizado.

Os anelídeos apresentam um sistema digestório completo, composto por boca e ânus, com presença de papo e moela, estruturas responsáveis, respectivamente, por armazenar e digerir mecanicamente os alimentos. O intestino apresenta muita reentrâncias, conhecidas como tiflosole, que aumentam a superfície absortiva dos nutrientes.

O sistema nervoso é do tipo ganglionar ventral, cada segmento apresenta gânglios que se repetem ao longo do corpo do animal.

O sistema circulatório está presente e é do tipo fechado, com presença de hemoglobina, pigmento responsável por transportar gases respiratórios. A respiração das minhocas é do tipo cutânea, as trocas gasosas ocorrem em nível da pele, que é altamente vascularizada para favorecer a captação do oxigênio e liberação do gás carbônico. As trocas gasosas são favorecidas pelo fato de a pele ser úmida. A excreção desses animais é feita de maneira independente em cada um dos segmentos do corpo do animal por meio de estruturas denominadas metanefrídeos, que eliminam amônia, água e sais minerais em excesso do corpo desse animal.

O filo annelida é representado por organismos monóicos (hermafroditas) e dióicos.  As minhocas são hermafroditas e realizam reprodução cruzada, um organismo se alinha ao  outro em sentidos opostos e trocam espermatozóides, esses espermatozóides serão  armazenados e se encontrarão com os óvulos trazidos por um anel gelatinoso denominado  clitelo. Dentro do clitelo ocorrerá a fecundação e a formação de ovos que serão liberado no  ambiente. O desenvolvimento dos indivíduos pode ser direto ou indireto.  

A importância ecológica das minhocas

Vermifiltro instalado pelo projeto Protegendo as Águas em São Francisco Xavier: tratamento de esgoto.

As minhocas apresentam grande importância ecológica, pois, ao escavar os solos,  as minhocas promovem a aeração do solo, promovem a entrada do gás oxigênio, essencial  à respiração das raízes das plantas e de outros animais que habitam o solo. Além disso, as  fezes desses animais contém matéria orgânica, que, quando decomposta por organismos  decompositores – bactérias e fungos – retornam sais minerais ao solo, que serão absorvidos  pelas plantas, ou seja, esses animais aceleram a ciclagem dos nutrientes no solo. Existem várias tecnologias limpas e ecológicas, como os vermifiltros, que utilizam esses animais para saneamento básico, geração de adubo e tratamento do solo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Biologia
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