Nikoguru

Assassinos e Ladrões não têm Deus

Quando o nazismo vem à baila, emergem suas nefastas características, entre as quais, racismo, genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e contra a paz. Ditadura e violação aos direitos humanos também fazem parte deste rol de crueldades.

Entretanto, é preciso dar ênfase ao fato de que os nazistas foram fundamentalmente assassinos e ladrões. Mataram e roubaram, utilizando-se de uma ideologia racista e beligerante para cometer seus crimes que assolaram o mundo e enlamearam o que há de mais sagrado no mundo.

Queimar a humanidade, eis a ordem!

Assassinos e ladrões! E, como tal, devem ser estudados, avaliados, condenados e desprezados em todas as esferas da educação, das instituições, dos valores e nas instâncias  onde há decência.

Grande queima de livros em 1933 na Alemanha Nazista.

Assassinos e ladrões. Mataram milhões de pessoas e, além de roubar vidas e liberdade, roubaram propriedades, terras, dinheiro, obras de arte. Literalmente, queimaram pessoas e livros.

O nazismo está no meio de nós

É lamentável e assustador que, ainda hoje, há defensores do nazismo. E com o mesmo  discurso da ordem, da moral e da pátria eivada de  tintura místico-religiosa. Suas lideranças atraem seguidores no meio daqueles que são desinformados, ignorantes e crédulos. Tal como Hitler, os nazistas de hoje emergem com um discurso messiânico e, por incrível que pareça, são seguidos. Por incrível que pareça, usam o nome de Deus como avalizador de sua ideologia medonha.

Crianças no campo de concentração em Auschwitz em 1945.

A banalidade do mal

O discurso nazista apresentava a ideia de uma nova ordem, um novo caminho para a nação. Neste caminho, o “mal” era banalizado, como nos alertou a filósofa alemã Hannah Arendt (1906/1975). Executar milhões de pessoas (mulheres, crianças, homens) foi uma ordem cumprida com zelo e eficácia. Adolf Eichmann (1906/1962), administrador nazista do processo de extermínio de judeus. Eichmann defendia-se, quando foi julgado, afirmando que estava apenas cumprindo ordens de seus superiores. Era apenas um cumpridor de suas funções.

Pouco antes de se executado por enforcamento, em Israel, Eichmann disse:

_ “Morro a acreditar em Deus”.

Que Deus deve ser este, o Deus de Eichmann? Que Deus é este que emerge das pregações dos homens (?) que queimaram e ainda queimam pessoas e livros?

Assassinos e ladrões não têm Deus.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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