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Fordismo e Toyotismo

  • por em 17 de junho de 2021

Henry Ford (1863/1947) introduziu uma revolução dentro da Revolução Industrial. Ford instalou o sistema de produção em linha de montagem. A inovação de Henry Ford estava na gestão racional da fabricação do automóvel, de tal forma que o produto final fosse cada vez mais barato e acessível ao consumidor norte-americano. Assim, Ford  buscava alinhar  a produção em massa para um mercado consumidor em massa. O processo era baseado nas ideias do engenheiro F. W Taylor (1856/1915). Por isso, Fordismo é  muitas vezes confundido com Taylorismo, tendo em vista que Taylor, engenheiro mecânico norte-americano,  foi o teórico que propôs um estudo racional do sistema produtivo a fim de torná-lo mais eficaz. 

Henry Ford com seu maior sucesso: Ford T

Os operários e a Ford

É claro o trabalhador também estava inserido na gestão racional, ou seja, era preciso aproveitar ao máximo o esforço dos operários, eliminar os gestos supérfluos e integrar as ações do trabalhador ao funcionamento da máquina. Não foi atoa que os sindicatos condenaram o Taylorismo como um processo desumanizador do proletariado.

Os trabalhadores tornavam-se especialistas numa determinada tarefa, que reproduziam sistematicamente em todo o dia de trabalho. A disciplina era férrea e o controle da mão de obra não tolerava desvios

O Modelo T – automóvel para ser consumido

No início do século XX, o automóvel Modelo T saiu da fábrica Ford Motor Company como o primeiro produto fabricado em linha de montagem pela indústria automobilística. Cada vez mais barato, devido às regras de produção da fábrica, o Ford T tornou-se acessível aos norte-americanos. O salário médio dos funcionários da fábrica aumentou. Em cada canto dos Estados Unidos havia um Modelo T. Uma nova era se abria para o mundo, a era do automóvel.

Linha de montagem da Ford

Toyotismo

Após a Segunda Guerra Mundial, a Toyota, fábrica japonesa, introduziu uma espécie de aperfeiçoamento do Fordismo. Os engenheiros Taiichi Ohno (1912/1990) e Eiji Toyoda (1913/2013) foram os criadores do sistema que ganhou o nome de Toyotismo. Diferentemente do Fordismo, o novo sistema prepara o funcionário para que ele conheça todo o sistema de produção (trabalhador multifuncional), de tal forma que ele possa ser utilizado em qualquer etapa da fabricação do automóvel. Além disso, a produção se ajusta à demanda do mercado, a fim de eliminar o excedente (processo denominado de  Just in Time). Na evolução do Toyotismo, que se aplica até nossos dias, há preocupação constante em pesquisas de opinião de consumidores de produtos  com o intuito de atender à demanda do mercado e garantir a satisfação dos compradores dos produtos Toyota. Outro dado importante é a política de boas relações com fornecedores, parceiros e colaboradores.

Eiji Toyoda e Taiichi Ohno.

Compre, compre

No capitalismo e na economia de mercado, a produção em massa deve ser consumida por um mercado. Este deve ser estimulado a comprar, sempre, mesmo que não precise do produto.  O mercado tem que comprar, pois o sistema exige. Compre um Ford, compre um Toyota, mas compre. Compre tudo o que o sistema oferecer. 

Créditos da imagem: Fábrica da Toyota USA – NewsRoom Toyota – 27/10/2020.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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