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Primeira Guerra Mundial

  • por em 20 de abril de 2021

A Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra ou Guerra das Guerras até o início da Segunda Guerra Mundial) foi um conflito global centrada na Europa, que começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. A guerra envolveu as grandes potências de todo o mundo, que se organizaram em duas alianças opostas: os aliados (com base na Tríplice Entente entre Reino Unido, França e Rússia) e os Impérios Centrais, a Alemanha e a Áustria-Hungria. Originalmente a Tríplice Aliança era formada pela Alemanha, Áustria-Hungria e a Itália; mas como a Áustria-Hungria tinha tomado a ofensiva, violando o acordo, a Itália não entrou na guerra pela Tríplice Aliança.

Estas alianças reorganizaram-se (a Itália passou para o lado da Tríplice Entente) e expandiram-se com mais nações que entraram na guerra. No final, mais de 70 milhões de militares, incluindo 60 milhões de europeus, foram mobilizados em uma das maiores guerras da história da humanidade.

Letalidade da Grande Guerra

Mais de nove milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em proteção ou mobilidade.

Foi o sexto conflito mais mortal na história da humanidade e que posteriormente abriu caminho para várias mudanças políticas, como revoluções em muitas das nações envolvidas.

Causas e o estopim em Saravejo

Entre as causas da guerra incluem-se as políticas imperialistas estrangeiras das grandes potências da Europa, como o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro, o Império Otomano, o Império Russo, o Império Britânico, a Terceira República Francesa e a Itália.

Em 28 de junho de 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Fernando da Áustria, o herdeiro do trono da Áustria-Hungria, pelo nacionalista iugoslavo Gavrilo Princip, em Sarajevo, na Bósnia, foi o gatilho imediato da guerra, o que resultou em um ultimato da Áustria-Hungria contra o Reino da Sérvia.

Diversas alianças formadas ao longo das décadas anteriores foram invocadas, com o que, dentro de algumas semanas, as grandes potências estavam em guerra; e depois, através de suas colônias, o conflito logo se espalhou ao redor do planeta.

O conflito

Em 28 de julho, o conflito iniciou-se com a invasão austro-húngara da Sérvia, seguida pela invasão alemã da Bélgica, Luxemburgo e França, e um ataque russo contra a Alemanha. Depois da marcha alemã até Paris ter impedida, os exércitos ficaram imobilizados sem avanços territoriais. A Frente Ocidental se transformou em uma batalha de atrito estático com uma linha de trincheiras que pouco mudou até 1917. Apesar disso, a mortalidade entre os combatentes foi alta, com o uso de gases tóxicos, bombas com estilhaços e a própria insalubridade das trincheiras que causavam uma série de doenças. O horror foi tanto, que muitas armas desenvolvidas na Primeira Guerra foram proibidas e não foram usadas pelos países europeus na Segunda Guerra.

Batalha de Verdun: sem nenhum vencedor e com mais de 300 mil mortos em 1916.

Na Frente Oriental, o exército russo lutou com sucesso contra as forças austro-húngaras, mas foi forçado a recuar da Prússia Oriental e da Polônia pelo exército alemão. Frentes de batalha adicionais abriram-se depois que o Império Otomano entrou na guerra em 1914, Itália e Bulgária em 1915 e a Romênia em 1916.

Depois de uma ofensiva alemã em 1918 ao longo da Frente Ocidental, os Aliados forçaram o recuo dos exércitos alemães em uma série de ofensivas de sucesso com ajuda das forças dos Estados Unidos começaram a entrar nas trincheiras. Eram tropas descansadas, motivadas e bem armadas. Além disso, houve a entrada de novas tecnologias, como o uso de tanques e aviões de combate que tornavam as trincheiras obsoletas. A balança do conflito começou a pender para o lado da Tríplice Entente.

A Alemanha, que teve o seu próprio problema com os revolucionários e manifestações internas, neste ponto, concordou com um cessar fogo em 11 de novembro de 1918, episódio mais tarde conhecido como Dia do Armistício. A guerra terminou com a vitória dos países aliados.

O fim da Primeira Guerra Mundial

O enorme esforço de guerra entre os participantes teve seu preço. Até o final da guerra, quatro grandes potências imperiais — os impérios Alemão, Russo, Austro-Húngaro e Otomano — deixaram de existir. Os países perdedores perderam uma grande quantidade de seu território, ou foram completamente desmontados. Pesadas indenizações foram cobradas através do Tratado de Versalhes, que causariam um ressentimento e um revanchismo das nações perdedoras.

O mapa da Europa central foi redesenhado em vários novos países menores. Foi criada também a Liga das Nações, organização precursora das Nações Unidas, na esperança de evitar outros conflitos entre os países.

Esses esforços falharam, exacerbando o nacionalismo nos vários países, a depressão econômica, as repercussões da derrota da Alemanha e os problemas com o Tratado de Versalhes, que foram fatores que contribuíram para o início da Segunda Guerra Mundial. Muitos historiadores dizem que a Primeira e a Segunda Guerra são o mesmo conflito com um intervalo para os países reporem as perdas na sua população e se prepararem para o próximo roud.

A guerra teve um enorme impacto negativo financeiro, econômico, político e territorial quase todos os aliados: na França e na Inglaterra com a perda e surgimento de um sentimento nacionalista em suas colônias. A Rússia, que saiu antes do fim do conflito, estava em guerra civil que logo iria transformá-la na primeira nação socialista do mundo. Surgia uma nova potência mundial: o Estados Unidos da América.

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