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Como a telemedicina pode salvar a saúde no Brasil

  • por em 29 de maio de 2021

Em abril de 2020, o presidente da República sancionou a Lei 13.989, que autorizou o uso da telemedicina, em caráter emergencial. Tal decisão legal tem relação com a crise gerada pela Pandemia Covid 19. A luta contra o vírus tem exigido um rol de medidas, entre as quais o confinamento de pessoas e a restrição da mobilidade. Tal situação criou dificuldades para o acesso ao atendimento médico, público ou privado.

O nosso cotidiano está cada vez mais inserido nos meios digitais. Estudamos, compramos, efetuamos transações bancárias, trabalhamos, pesquisamos e realizamos uma infinidades de coisas por meio dos computadores, smartphones e da internet. O último censo informa que o Brasil tem mais de 60% de sua população conectados à internet. Ou seja, o cenário on-line é comum para a maioria da população.

Medicina remota funciona

É nesse nicho da vida que entra a prestação de serviços médicos por meio remoto, ou seja, a Telemedicina. A rotina médica e o seu dia-a-dia estão cada vez mais on-line. Profissionais de saúde, clínicas e hospitais cada vez mais recorrem à inovação tecnológica dos serviços à distância. A cada momento, os avanços tecnológicos contribuem para a melhoria da qualidade de vida, garantindo às pessoas rapidez e agilidade no acesso a diversos serviços de saúde. Vidas têm sido salvas pelo atendimento à distância.

Fica o registro de que o contato físico – médico/paciente – é fundamental para que o atendimento médico seja bem sucedido. Isto, no entanto, isto não invalida a possibilidade de inúmeros serviços de saúde serem ofertados por meio remoto e on-line, principalmente no atual cenário pandêmico que tem isolado e restringido a mobilidade dos indivíduos. O atendimento remoto não vai substituir o atendimento presencial, vai aprimorá-lo.

O médico, o robô e a cirurgia

Em 2019, um médico indiano fez vários procedimentos cirúrgicos de intervenção coronariana à distância. O cirurgião operou vários pacientes que estavam a quilômetros do seu consultório. Foram utilizados robô, programa de computador e câmeras que permitiam ao médico acessar o ambiente cirúrgico e o entorno onde estavam os pacientes. Foi a primeira cirurgia cardíaca feita à distância e por meio de robô controlado por médico. Este é um exemplo da eficiência da Telemedicina.

Cirurgia realizada com auxílio de robô. Em breve, ela poderá ser realizada a distância.

Na década de 1980, a Universidade do Estado de São Paulo – USP – instituiu a cadeira de Informática Médica, um prenúncio da utilização da tecnologia para o atendimento à distância. E bom lembrar a vanguarda da Faculdade de Medicina, que já preparava futuros telemédicos numa época sem internet e computadores pessoais.

Telelaudos e teleassistência

Atualmente, são realidades da Telemedicina o telelaudo e a teleassistência. No primeiro caso, softwares permitem a análise de exames e a emissão do laudo por especialistas. No segundo caso, serviços de rotina clínica são feitos por meio digital: triagem, monitorização de pacientes, consulta entre profissionais de saúde, orientação e outras ações, tudo por meio de recursos de videoconferência, áudio, chat, no computador, celular ou tablet.

Telemedicina e a questão social

Na questão social, a telemedicina demonstra de forma gigante o  seu valor. Em 2020,  o Sistema Único de Saúde – SUS –  implementou a prática da telemedicina e da telessaúde, capacitando  médicos e enfermeiros  e outros profissionais que atuam nas unidades de Saúde da Família, em todo o Brasil. Agora, usuários do SUS podem contar com consultas virtuais nos postos de saúde. A ferramenta tecnológica permitirá também a realização de atendimento multiprofissional.

Robótica, inteligência artificial, realidade vitual … a engenharia tecnológica na medica tem evoluído de modo extraordinário. Serviços até então inacessíveis para muitos, agora estão a um clique e disponíveis na tela de um smartphone.

O médico indiano encerrou a cirurgia, os stents foram colocados com sucesso no procedimento coronariano. Vidas foram salvas. 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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